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O tarifaço de Trump e o alerta para exportadores brasileiros: por que internacionalizar de forma estratégica é mais urgente do que nunca

O anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros feito por Donald Trump acendeu um sinal de alerta para o comércio exterior nacional. Apesar da postergação da medida e da exclusão de aproximadamente 700 itens da lista original, estima-se que 35,9% das exportações brasileiras para os EUA possam ser impactadas.

Diante desse cenário, o governo brasileiro já se movimenta para mitigar os danos, mas os exportadores não podem (e não devem) depender exclusivamente de medidas paliativas.

Na Centaurea Professional Logistics, acompanhamos de perto a evolução dessa pauta e queremos trazer um ponto de vista mais amplo: o tarifaço é, acima de tudo, um lembrete sobre a importância de uma estratégia internacional sólida, diversificada e inteligente.

  1. O que o tarifaço revela sobre a fragilidade de certas operações?

A nova tarifa, mesmo com exceções importantes como celulose, fertilizantes e aeronaves civis, atinge em cheio setores como café, frutas e carnes, que agora enfrentam um aumento imediato de custo para acessar o mercado americano.

Setores cuja produção é fortemente voltada para exportação podem ser duramente penalizados, principalmente se os EUA forem o principal destino da carga. Ou seja, empresas com alto grau de dependência de um único mercado estão mais vulneráveis a oscilações políticas e comerciais como essa.

  1. O que diferencia quem já tem uma estratégia de internacionalização bem definida?

Empresas que estruturaram sua presença internacional com visão estratégica, seja por meio de filiais nos EUA, centros de distribuição locais, parceiros comerciais sólidos ou uso inteligente de regimes aduaneiros e fiscais, não apenas absorvem melhor choques como esse, como conseguem se reposicionar mais rapidamente.

Em outras palavras, não basta exportar: é preciso estar verdadeiramente presente e estruturado no país de destino.

Na prática, isso pode significar:

  1. A hora é de repensar rotas, não de recuar

Mesmo com as tarifas, os Estados Unidos continuam sendo um dos mercados mais estratégicos para empresas brasileiras. A lista de produtos isentos mostra que há margem para negociação e ajustes, inclusive com apoio do governo brasileiro.

Além disso, novos acordos comerciais estão sendo costurados pelo Mercosul, com destaque para a União Europeia, Singapura e países da EFTA (Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein). Isso reforça a necessidade de avaliar outros destinos de forma estruturada, diversificando a atuação internacional da sua empresa e protegendo a competitividade a longo prazo.

  1. Internacionalizar é se antecipar, e não apenas reagir

O movimento protecionista dos EUA não é um fato isolado. O comércio exterior tem sido cada vez mais influenciado por disputas geopolíticas, decisões unilaterais e tensões comerciais. Nesse contexto, empresas que atuam de forma reativa correm mais riscos, perdem margem e ficam expostas.

Por outro lado, aquelas que contam com apoio técnico e estratégico conseguem:

Na Centaurea Professional Logistics, apoiamos empresas brasileiras a estruturarem sua internacionalização com base em três pilares:

1 – Planejamento logístico internacional

2 – Inteligência tributária e aduaneira

3 – Implementação de soluções sob medida para presença nos EUA

Se a sua empresa exporta ou planeja exportar para os Estados Unidos, este é o momento de fortalecer a estratégia e garantir que sua operação esteja preparada para o que vem pela frente.

Conte com a Centaurea para pensar grande, com segurança e solidez.