Compliance tributário e créditos no comércio exterior

Reforma tributária no comércio exterior: por que o compliance tributário será decisivo para a competitividade

Na reforma tributária, o que mais vai custar caro às empresas não está no imposto, está no que elas não conseguirem creditar.

A maior parte da discussão gira em torno de alíquotas. Mas um dos pontos mais sensíveis está em outro lugar: no aproveitamento de créditos ao longo da operação. Esse é um tema que tende a passar despercebido, até as empresas perceberem o quanto ele vai moldar os resultados de agora em diante.

O que muda na lógica do crédito tributário

Com o novo modelo, o crédito tributário passa a ter um papel ainda mais relevante na composição do custo das operações. Isso acontece porque o sistema exige maior consistência e rastreabilidade das informações ao longo de toda a cadeia.

Basicamente, o direito ao crédito não depende apenas da existência da operação, mas também de como ela foi estruturada e executada.

Por que o comércio exterior é mais sensível a esse tema

Operações de comércio exterior envolvem múltiplas etapas e variáveis:

  • Diferentes fornecedores;
  • Transporte internacional;
  • Desembaraço aduaneiro;
  • Circulação interna da mercadoria;
  • Distribuição.

Cada uma dessas etapas pode influenciar o aproveitamento dos créditos. Por isso, pequenas inconsistências ao longo do processo podem gerar grandes consequências no resultado final.

Onde as empresas costumam perder eficiência

Existem alguns pontos recorrentes que afetam o aproveitamento de créditos tributários:

  1. Falta de alinhamento entre planejamento e execução. Mesmo quando a operação é bem planejada, desvios na execução podem comprometer o resultado tributário esperado.
  2. Escolha da estrutura logística sem considerar o impacto fiscal. Decisões como local de internalização da carga ou definição de centros de distribuição podem influenciar diretamente a geração e o aproveitamento de créditos.
  3. Falta de integração entre áreas. Quando áreas como fiscal, logística e comercial atuam de forma isolada, aumentam as chances de inconsistências na operação.
  4. Problemas na documentação. Inconsistências ou falhas documentais podem dificultar ou até impedir o aproveitamento de créditos. Na importação, isso inclui a consistência entre fatura, conhecimento de embarque e Duimp, que em 2026 passou a ter campos próprios para CBS e IBS.

O impacto no custo da operação

Um ponto importante é que essas perdas nem sempre são evidentes no curto prazo. Muitas vezes, elas não aparecem como aumento direto de imposto, mas sim como redução de eficiência. Isso significa que a empresa pode estar operando com um custo maior do que o necessário, sem perceber.

Com a reforma tributária, o aproveitamento de créditos passa a ter um impacto ainda mais relevante no comércio exterior. Mais do que entender as regras, será fundamental garantir que as operações estejam bem estruturadas e alinhadas em todas as etapas.

A Centaurea coordena operações de comércio exterior com foco em consistência documental, rastreabilidade e integração entre logística e as áreas fiscal e financeira — base para que os créditos sejam aproveitados pelos responsáveis tributários de cada empresa.

Série Reforma Tributária no comércio exterior

  1. A Reforma Tributária começou: o que muda para quem importa ou exporta
  2. O impacto no fluxo de caixa das importadoras
  3. A nova lógica da tributação no destino
  4. Por que o compliance tributário será decisivo

Para os tributos que incidem hoje na importação, veja o guia atualizado de impostos na importação em 2026.

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Fontes e referências oficiais

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